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sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Parque Estadual da Pedra Branca (RJ) - Nostalgia

Houve um tempo - e nem foi há tanto tempo assim - que eu pesava uns 10 kg a mais, não tinha o menor condicionamento físico e pouco saia de casa. Trilhas, natureza, praias desertas e pedaladas? Pra mim isso era coisa de Discovery Channel, muito distante da minha realidade.

Primeira foto: Eu, em 2010, após minha primeira trilha no PEPB.
Segunda foto: Eu, em 2013, após dar a volta a pé na Ilha Grande!

Até que, numa dessas indecisões juvenis, resolvi prestar vestibular para Ciências Biológicas e passei (em último lugar na lista dos aprovados, mas passei!). Além de aprender muita coisa interessante, acabei me deparando com excelentes  tutores, dentre eles o competentíssimo Breno Alves, do blog Discutindo Ecologia.

Esse cara não faz a menor ideia, mas mudou a minha vida. Breno, se você estiver lendo isso, vai aqui meu MUITO OBRIGADO! Resumidamente, em uma de nossas pesquisas de campo, ele mandou toda a turma para o Parque Estadual da Pedra Branca (PEPB), onde tivemos o prazer de trilhar a maior floresta urbana do mundo! Pois é, também foi uma surpresa pra mim saber que a Floresta da Tijuca só tem marketing.

Achei incrível aquela densa paisagem verde, tão próxima da minha casa e que eu sequer sabia que existia. Os caminhos pelo meio da mata e córregos de águas limpas me conquistaram. Não tardou para que eu convidasse alguns amigos que só iam comigo para o Shopping para conhecer também aquele paraíso.

Pedro, William, Rodrigo e eu (ao fundo).

Pegávamos o ônibus da linha 847 na Rodoviária de Campo Grande e seguíamos em direção ao pitoresco sub-bairro do Rio da Prata, onde começa uma das trilhas do Parque.


Chegamos a ir umas quatro ou cinco vezes por lá, sempre com alguns integrantes do grupo a mais ou a menos.

André, Pedro, Rodrigo e William (ao fundo)

Primeira e única vez do André nas trilhas. Digamos que ele não se adaptou...


Com o tempo, não nos contentávamos mais com as trilhas contemplativas pela natureza. Descobrimos que o Parque era detentor do Pico da Pedra Branca, o ponto mais alto da Cidade do Rio de Janeiro e tentamos chegar lá. Evidentemente que não conseguimos, por um conjunto de falta de planejamento e competência.



Na falta de preparo físico o suficiente para seguir até o Pico, íamos explorando o restante do Parque, descobrindo caminhos cada vez mais belos.



Naturalmente, íamos cada vez mais adquirindo resistência e chegando cada vez mais longe. Tão longe que, em nossas incursões, descobríamos vários poções e cachoeiras que nos refrescavam nos dias mais quentes.



Rodrigo nunca entrava na água ("Essa água gelada vai atacar minha bronquite")...


Em compensação, sempre nos brindava com seu talento musical tocando sua inseparável flautinha.


Conhecer a Pedra Branca, como nos referíamos com intimidade ao Parque, foi uma parte muito divertida do nosso finzinho de adolescência. Fortalecemos os laços de nossa amizade e, de quebra, ainda emagrecemos um pouco.

Pedro, "El Rambo". Algumas coisas não mudam nunca...

Veja só como em pouco tempo alguns quilos haviam sumido.

Pode parecer exagero, mas sem que tivesse conhecido o Parque, é provável que esse blog sequer existiria - e com ele, iriam todas as pequenas aventuras de fim-de-semana aqui relatadas. Sem a natureza da Pedra Branca, seu verde dominante e suas águas frias, eu nunca teria a saúde que tenho hoje e a vontade de continuar querendo sempre superar meus limites.


Obrigado Breno, Pedra Branca e amigos. A vida passa rápido e com ela vêm as preocupações tão comuns. As namoradas, o trabalho, a faculdade, as contas e demais compromissos. Mas, com um espírito nostálgico, me pergunto: Quando é que vamos nos embrenhar por lá novamente?

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