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quinta-feira, 21 de março de 2013

Mazomba e Praia do Sahy: Mergulhos e um camping selvagem atrapalhado

Apesar de já ter postado anteriormente sobre as pequenas cicloviagens realizadas aos poções do Mazomba, em Itaguaí (RJ) e às praias de Mangaratiba (RJ), a jornada de hoje conta com alguns ingredientes especiais. Pela primeira vez, uma pedalada em três! Putz, até rimou, desculpa. Mas não é só isso: Foram aproximadamente 70 km pedalados em bicicletas dobráveis, com direito a atravessar os trilhos de trem da Costa Verde!

A única foto em que os três aparecem: Pedro em primeiro plano, Diego à esquerda e eu, de amarelo.

Marcamos nosso encontro por volta das 07h, horário em que Diego chegaria no primeiro trem da Central do Brasil até o bairro de Campo Grande, nosso ponto de partida. Em frente à Estação Benjamin Do Monte, ajustamos nossas bagagens nas bicicletas e partimos pela ciclovia que vai até o bairro de Santa Cruz. Eu e Diego em duas Blitz City aro 20, e o Pedro em sua recém adquirida Durban Drop verdinha.

Os primeiros 15 km foram fáceis - sempre são! -, e após uma rápida calibrada nos pneus em um posto de gasolina, continuávamos seguindo em frente. Minha preocupação maior era com Diego, skatista de primeira, que realizava conosco sua primeira experiência cicloturística. Seriam suas pernas, acostumadas aos impulsos e freadas das manobras de skate, aptas ao sobe e desce de um pedal?

Tínhamos algumas horas e bons quilômetros a frente para descobrir. Enquanto isso, a minúscula ciclovia da Av. João XXIII, em Santa Cruz, vai desaparecendo e dando lugar ao poluidíssimo Distrito industrial e logo depois à periferia de Itaguaí. Mais algumas pedaladas e uma subidinha super íngreme, chegávamos à outra etapa: a Rio-Santos.

Sem dúvidas a Rio-Santos é uma excelente estrada para pedalar, talvez uma das melhores do Brasil. Entretanto, esse conceito começa a se formar a partir dos trechos de Mangaratiba, quando as serras e as vistas para o mar aparecem. Mas em seus primeiros quilômetros, ainda em Itaguaí, o que se vê é um tráfego intenso e o espaço do acostamento sendo disputado com pontos de ônibus, o que torna a pedalada um pouco complicada - mas nada impossível, basta manter a atenção.

A placa para a Estrada do Mazomba aparece. Ao longo da nova estrada, enfrentamos os primeiros contratempos da viagem: É por ali que está sendo construído parte do Arco Metropolitano do Rio de Janeiro, mais uma dessas típicas obras mal geridas pelo governo fluminense, que já nascem atrasadas, superfaturadas e defasadas, mas que a gente insiste em acreditar que vão ser concluídas, pra quem sabe um dia nossos filhos ou netos possam usufruir.

Asfalto em condições lastimáveis, com muita lama e trânsito de caminhões. Mas a sorte está do nosso lado e logo o trecho em obras acaba. Hora de seguir pelo caminho rural, com leves subidas e praticamente deserto. Não sei se o fato de viajar com companhia influencia em algo, mas essa parte da viagem passa voando. O pórtico de entrada do bairro do Mazomba logo aparece e já vai ficando para trás. O clima começa a esquentar nas últimas horas e precisamos urgentemente de um mergulho.

Íamos em direção ao poção mais perto, mas segundo a sugestão de uma moradora, este era bem raso e sem graça. Se quiséssemos um melhor e mais fundo, deveríamos ir um pouco mais adiante, em um poção que ficava em frente a um bar. E como a sabedoria dos locais é incontestável, acatamos a dica. Me surpreendi no caminho com o asfaltamento da estrada no interior da comunidade. Da última vez que estivemos lá (Pedro e eu), a estradinha era toda de barro a partir do pórtico, rendendo belas paisagens - especialmente sobre a ponte -, derrapadas e um clima mais interiorano.

Seja como for, fomos nos guiando pelo som da música ruim e logo chegamos no bar. Descendo pela escadinha nos fundos, após trancar devidamente as bicicletas, chegamos no tal do poção, bem melhor do que o riacho que ousamos mergulhar do passeio anterior. A água estava com uma temperatura agradável - para os meus padrões -, apesar do Diego e do Pedro terem reclamado um pouco. Meus receios eram mais a respeito da profundidade das águas, mas vi um garotinho pulando de uma pedra de cabeça e submergindo ileso. Notando minha suspicácia, ele declamou: "Pode vir que é fundão, tio!". Como não lhe dar credibilidade?




Oferecimento: Câmera Nikon do Pedro.

O tempo ia passando e apesar da água estar deliciosamente propícia para vários mergulhos, a música do bar ia aumentando cada vez mais - proporcionalmente ao mal gosto da seleção musical.


Várias pessoas foram chegando, famílias inteiras com suas crianças, churrasqueiras e animais de estimação. O ambiente começou a ficar meio cráudi, nas palavras do Diego.

O que não foi de todo ruim, veja você. No ápice da festa aquática, o DJ do bar resolve tocar Gangnam Style e quem resolve aparecer para um mergulho com direito a coreografia ensaiada no poção?

Hey sexy lady
 Oppan Gangnam style
Geurae neo hey, geurae baro neo hey
Ele mesmo, galera. Com vocês, Psy. Ou seria Kim Jong-il?

Um outro detalhe inconveniente era o forte cheiro de jabuticaba podre nas imediações do poção, por conta das árvores frutíferas plantadas por ali. Com o sol forte, o cheiro se confundia um pouco com esgoto e os rapazes já queriam zarpar.


Uma pena, porque não consegui sequer um autógrafo com o Psy.


E logo partíamos do Mazomba, deixando para trás o simpático pórtico de entrada, que agora era um pórtico de saída.


Já na Rio-Santos, após um rápido pit stop para uma água de coco e um quase atropelamento por um carro que acabou derrapando no asfalto enlamaçado nas proximidades da obra, o calor do início da tarde surgiu e não estava colaborando. Uma parada foi inevitável em um posto de gasolina. Estacionado lá, um ônibus que ia em direção à Paraty. Para nós, uma tentação. Mas resistimos e, com parcimônia, fomos em frente.

Tínhamos duas opções: Seguir a Rio-Santos e encarar uma subida que exigiria muito de todos nós, além de passar por dentro de um túnel, ou então entrar no desvio para Itacuruçá e de lá ir caminhando pelo trilho do trem, até chegar à Praia Grande, passando por Muriqui e outras pequenas praias. Escolhemos a segunda opção.

Em Itacuruçá, novamente a vontade de torrar dinheiro abateu-se sobre a alma de meus companheiros de pedal. Aliás, já mencionei que eles são milionários? Sim, porque eu já fui do Rio à Ubatuba sem gastar um tostão, mas eles insistiam em pagar preços exorbitantes por qualquer coisa, ainda no meio da viagem.


R$8 por uma Coca-Cola? Ha ha. Preferi ficar com a aguinha do meu squeeze mesmo.

Demorando um pouco mais do que o previsto para sair de Itacuruçá, enfim seguimos em frente até achar a entrada para a linha férrea.


 E lá vamos nós encarar os trilhos.




Apesar de parecer arriscado, andar pelos trilhos é uma opção muito utilizada pelos moradores e turistas da região que querem deslocar-se de uma praia à outra - neste caso, de Itacuruçá à Muriqui -, evitando ter de subir até a Rio-Santos.

O trem passa em horários espaçados e seu barulho é audível de longe, portanto, o medo de ser atropelado era menor do que o de ter uma câmara furada. São muitas pedras e cacos de vidro pelo caminho, e o inevitável aconteceu: Bum! O pneu traseiro da bicicleta do Diego já era.


Como a intenção não era pedalar mesmo sobre os trilhos, continuamos a carregar as bicicletas, até chegar na praia de Muriqui, onde faríamos um remendo.


Já era bem tarde, por volta das 17h, e ainda faltava uns 5 km para andarmos até o fim de Muriqui e, ainda pelos trilhos, chegar em Praia Grande e de lá pedalar até a Praia do Sahy.



A praia estava bem cheia e uma nuvem suspeita se aproximava.


Hora de remendar a câmara, beber um pouco de água, tirar algumas fotos e pé na estrada - ou melhor, nos trilhos.




O remendo não era dos melhores - aliás, eu venho perdendo a prática e agilidade nessa simplória tarefa, preciso melhorar isso -, mas durou o suficiente para conseguirmos pedalarmos pela ciclovia que beira a orla de Muriqui e chegar até o outro caminho nos trilhos que nos levaria até Praia Grande.


Diego reclamava de algumas dores no joelho, mas seguia em frente. O dia ia acabando e o receio de não chegar a tempo na Praia do Sahy tornava-se uma possibilidade real. Ainda deu tempo de, no meio do caminho dos trilhos, encontrarmos uma fonte de água e garantir o suprimento do líquido para a refeição da noite (se você pensou em miojo, parabéns, acertou!).

Rapidamente chegamos em Praia Grande e nem vimos a praia direito. Seguindo pelas ruas internas, já saímos na subida que levaria à Rio-Santos. Em um ritmo muito alucinado, Pedro quase perdeu seu saco de dormir, que saiu rolando uns bons metros ladeira a baixo. Saco recuperado, montamos nas bicicletas e descemos para a Praia do Sahy, que fica um quilômetro a frente.

A linha férrea que também corta o acesso para a Praia do Sahy é o último entreposto antes do centro de Mangaratiba, e por isso, é muito comum que alguns trens fiquem estacionados por ali aguardando a liberação. Foi o que aconteceu: Já de noite - passavam das 18h30 -, cansados e com fome, ainda tivemos que passar por debaixo dos vagões, munidos de mochilas e bicicletas, para seguir por uma pequena trilha no escuro até à praia.

Essa basicamente era a nossa visão:


Apesar do mato alto na trilha, enfim chegamos na praia. Dá pra enxergar alguma coisa?


Infelizmente a câmera não consegue traduzir aquela noite, com uma linda lua cheia e estrelas reluzentes. Era sob essas luzes que tínhamos a garantia de alguma visão - apesar da lanterna do Diego ser muito boa, diga-se de passagem.

A Praia do Sahy é bem grande, e víamos de longe alguns pontos com diversas barracas armadas e fogueiras acesas. Já frequentei praias em dia de sol que estavam mais vazias do que a Praia do Sahy de noite. Mas que bom, pelo menos não estaríamos sozinhos.


Sugeri que montássemos acampamento longe da praia, perto da saída da trilha. Mas Pedro e Diego estavam afoitos em ficar mais perto do mar, e decidiram se abrigar a menos de 30 metros das ondas. Tal como um castigo divino, um forte vento começou a soprar, atrapalhando - e muito! - a montagem das barracas e a forração da lona. Nessa hora eu já me almadiçoava por ter deixado as estacas em casa, para poupar peso. E como se não fosse o suficiente, a nuvem suspeita de Muriqui resolveu desaguar sua raiva sobre nós. A noite estava completa, certo?

Ainda não.

A lua vista do teto da barraca. Ao vivo estava mais bonita, juro.

Com muito esforço, conseguimos montar nossas geringonças - e desmontar algumas, como no caso das bicicletas. Tão logo terminamos, o vento cessou e a chuva secou. O clima ficou até abafado, na verdade. Com tudo finalizado, merecíamos um descanso.


Diego, coitado, se espremia na barraca que dividia junto com as três bicicletas dobradas.


A fome apertava e decidimos fazer nosso jantar. Nessa hora descobri que eu estava desprevenido, porque havia esquecido completamente de trazer um prato. Pedro já iria comer na panela, e eu não pretendia esperá-lo terminar para poder comer também. Então tomei uma decisão tosquíssima: Sabe o meu capacete? Então.


Com uma gambiarra de fazer inveja ao MacGyver, ensaquei o equipamento que deveria proteger minha cabeça e o transformei em um lindo prato, que suportou muito bem a alta temperatura do delicioso miojo que nele foi servido.

Só para constar, minha esposa ficou com nojo dessa foto. Abs.

Barracas armadas, bicicletas dobradas, estômagos forrados. Estaríamos bem se fosse só isso. Mas logo surgiu um homem perguntando "Ei, vocês vão dormir aí?". Não notei arrogância no seu tom de voz, mas vi que meus amigos estavam apreensivos. Na ausência de uma resposta clara, ele continuou, agora demonstrando suas boas intenções: "Olha, a maré enche e vem até aqui, eu acamparia mais pra trás se fosse vocês".

"Aha!", tive de dizer. "Eu avisei!", menti, porque na verdade só havia sugerido acamparmos mais atrás por segurança, também não imaginava que a maré subiria tanto. Mas era noite de lua cheia e ela mal havia começado...

Relutávamos para ter de trocar de endereço, mas a chegada de uma família barulhenta de mais de 20 pessoas, cheia de crianças, barracas e colchões infláveis que decidiram acampar próximos da gente nos fez mudar de ideia rapidamente.

Em (mais) uma operação de guerra, lá fomos nós "tranferir" as barracas montadas para outro lugar, mais afastado. Um pouco antes, já havíamos percebido as incômodas picadas de alguns mosquitos, mas bem isoladas. Acontece que, sei lá por qual razão, justamente na hora que fazíamos nossa transferência, os mosquitos resolveram ATACAR.

Por pouco, muito pouco, não derrubamos as barracas no chão e rolamos na areia. Mal as colocamos no lugar novo, e estávamos nos coçando como cachorros sarnentos fugindo de uma matilha de cães zumbis ensandecidos. A situação estava crítica.

Diante disso, a única solução foi se jogar no mar sem medo de ser feliz. Dentro d'água, por alguns instantes pensamos que nossos problemas estavam solucionados, mas notamos, cada um ao seu tempo, que as picadas pareciam continuar. E elas continuavam mesmo, algum tipo de inseto/alga/medusa/[insira aqui o que você achar pior] comiam nossos corpos vivos dentro do mar.

Pausa para reflexão: Amigos, eu já enfrentei muitas situações complicadas nessa vida. Já fui obrigado a pedalar sozinho de noite no meio da estrada, já fui expulso de alguns lugares com truculência, já me perdi com o Pedro na Ilha Grande, já passei sede por não ter onde comprar água. Mas PUXA VIDA, NUNCA ANTES NA HISTÓRIA DESSE PAÍS EU HAVIA PASSADO POR TAMANHO SUFOCO. ESTÁVAMOS REALMENTE FERRADOS. Voltemos à programação normal:

Ainda cambaleantes, rumamos em direção às barracas, tentando inutilmente nos livrarmos das dores e coceiras. Tratei de entrar na barraca - que possui mosqueteiro! - e me trancar lá dentro, e ainda assim parecia que um zilhão de mosquitos ainda picavam.


Pedro tratou de espalhar repelente pelas barracas e ao nosso redor, e a situação pouco a pouco melhorava. Nem por isso iríamos deixar o zíper da barraca aberto, mas ele queria por que queria abrir, igualzinho daquela vez em Ilha Grande

Aliás, isso gerou uma grande discussão post factum do ocorrido, e eu, demonstrando grande superioridade, abro espaço para que ele possa manifestar sua opinião:


Inverdades.

O tempo foi passando, e as feridas cicatrizando. Habituados a dormir tarde, ainda estávamos completamente acordados e cheios de energia por volta das 23h. De longe, ouvíamos algo parecido com música. Lembrando da última vez que estive naquela praia, logo compreendi a origem do som: Era um bar, no final da praia! Pedro sugeriu o que todos estávamos com vontade de fazer e poucos minutos depois separamos as coisas mais valiosas que tínhamos (celular e carteira, basicamente) e seguimos para o bar, abandonando nossos outros pertences - inclusive as bicicletas - na barraca, ao relento.

A maré subia aos poucos, mas nada que atrapalhasse nosso caminho. Chegando lá, fomos bem recebidos por uma Coca Cola gelada e um jukebox tocando Linkin Park, provavelmente em modo aleatório. Antes mesmo da Coca Cola esquentar, o ritmo já havia sido mudado para os mais obscuros pagodes da década de 90. A noite passava devagar em um ambiente de total decadência, onde os bêbados de Mangaratiba jogavam sinuca e nossa única diversão era acompanhar o desenlace da paixão não correspondida de Diego pela atendente, que estendeu-se improdutivamente por toda a madrugada.

Mas até os bêbados e as atendentes de bar têm o que fazer. O relógio marcava quase três horas da manhã quando as portas do estabelecimento se fecharam, mal dando tempo para pagar a conta e cair fora dali. Na saída, víamos que a maré havia subido bastante, mas não tínhamos ideia do quanto.

Na ida, atravessamos toda a praia e passamos por cima de um pequeno córrego, livre de qualquer suspeita. Mas na vinda, o córrego havia crescido bastante, como se fosse a foz de um rio. "Sem problemas", pensamos, "vamos atravessá-lo, a água deve estar baixa". Pedro seguiu na dianteira, eu um pouco atrás; Diego, reticente, já previa alguma coisa enquanto ligava sua potente lanterna.

Mas não deu tempo. Sentíamos um cheiro esquisito, e eu mal havia percebido o que parecia ser uma manilha despejando a água do rio, quando ouço dois barulhos: O primeiro era a voz de Diego, distante: "Pessoal, eu acho que isso é esgot...". Ele ainda não havia terminado de falar, quando um "PLUFT!" o interrompeu. Pedro pisou em algum desnível e caiu, de mochila e tudo, dentro dos dejetos mangaratibenses.

Já assistiu "Quem Quer Ser um Milionário?"

E o pior é que não pude nem rir direito, porque apesar de conseguir salvar a mochila, o mesmo aconteceu comigo milissegundos depois.

Sujos, molhados (exceto o Diego), cansados e sonolentos, não tivemos alternativa senão atravessarmos a praia por fora, beirando a estrada, que aquela hora estava desertíssima. No escuro, mesmo que temendo ser estuprados - uma possiblidade improvável, mas factível -, ríamos de nossa desgraça. Por milagre, conseguimos chegar nas nossas barracas, que estavam intactas. No nosso campo de visão, as belas estrelas com seu brilho espalhado no céu, o mar calmo fazendo um barulhinho sereno e uma fileira de crianças dormindo na areia, enroladas em seus cobertores, enquanto seus pais conversavam baixinho sentados na cadeira de praia.

E a noite seguiu tranquila na Praia do Sahy, em Mangaratiba.


EPÍLOGO

Acordamos bem cedo nas primeiras horas da manhã, com um sol de castigar. Um grupo de trabalhadores da Prefeitura limpava a praia. Cheguei a me preocupar em desarmar as barracas logo, temendo alguma reprimenda, mas vi que os outros campistas não estavam nem aí pra isso. O camping selvagem é bem comum e aceito na Praia do Sahy.

Na pressa de fazer a trilha na noite anterior até a praia, acabei perdendo a bomba de encher a bicicleta, impossibilitando o conserto da câmara mal remendada da bicicleta do Diego. O jeito era voltar pra casa de ônibus mesmo, aproveitando a mobilidade e a integração modal que só as bicicletas dobráveis podem oferecer.

Mas era necessário tomar um banho de praia decente! Carregando a bicicleta, seguimos para o Condomínio da Reserva Ecológica do Sahy, onde os seguranças permitiram nossa entrada - desde que deixássemos as bicicletas do lado de fora. Lá, chegamos na praia - que é praticamente uma continuação de Praia do Sahy, divida apenas por algumas pedras -, mas ficamos interessados mesmo num chuveirinho de água doce, típico de ambientes praianos, que nos lavou a alma.


E hoje, apesar dos percalços dessa viagem, posso dizer de coração uma frase que uma grande amiga certa vez me passou:

"A Bad Day on the Bike is Better Than a Good Day at Work! 
("Um dia ruim de bicicleta é melhor do que um dia bom no trabalho!")

4 comentários:

  1. muito bom o texto! tirando a parte da minha paixão pela atendente, está bem condizente com o que aconteceu de fato! hahaha

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  2. Bah, rapaziada... maneiríssima a aventura!

    Gostei do texto e das fotos também!

    Meio perrengue demais pra mim, mas... divertido de ler, kkkk...

    Acho interessante viajar nessas bikes.

    Vou virar freguês!

    Abração!

    (http://joaoramalho63.wordpress.com)

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  3. oi amigo eu estou afim de comprar uma blitz city e queria sua opiniao, pois vi que vc ja pedalou bastante com ela.
    Ela é confortavel, é resistente? se der faça um review dela no seu blog acredito que tem muita gente interessada

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  4. LEGAL!!! Me fez lembrar dos vários acampamentos da minha adolescência. Gostaria de poder ter documentado pelo menos alguns assim como fizeram.
    Hoje as barracas são mais leves e o transporte é mais fácil, além da facilidade de comunicação e pesquisa de locais para acampar. Fiquei interessado em conhecer MAZOMBA,pois minhas aventuras foram, quase sempre, em praias e ilhas do RJ(Poucas vezes íamos ao campo ou montanha..)
    CONTINUEM POSTANDO SEUS PASSEIOS. VALEUUUU!!

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